Eliana Sodré, estava descontente com seu emprego na área de informática em um dos maiores bancos do país. As atividades não a satisfaziam, pois sentia que não podia desenvolver o seu trabalho da maneira que julgava adequada.
Um dia, Eliana foi convidada para lecionar em um curso técnico durante uma semana, para uma empresa de grande porte, dando início aos meios que construiriam a empresa FORMA.
Ela percebeu que uma semana de trabalho na atividade nova, proporcionava a remuneração de um mês de trabalho no banco onde era funcionária. Trabalhara durante dez anos na empresa de onde decidira sair, para se tornar uma profissional liberal, prestando consultorias de treinamento na IBM.
Durante um ano, conseguiu fechar dois contratos importantes, possibilitando que a FORMA fosse inaugurada. Estava então, entrando num mundo totalmente diferente e misterioso, para caminhar na direção de se tornar uma empreendedora.
Em 1989 abriu a sua própria empresa, a FORMA, juntamente com uma sócia, criando uma parceria para gerirem o negócio em conjunto. A sociedade durou seis anos, terminando dado a constantes divergências nas idéias para o futuro da empresa.
A ruptura fez com que Eliana tivesse de lidar sozinha com o controle do negócio, juntamente com o problema da descapitalização decorrente do fim da sociedade. A fuga de capital estremeceu as bases financeiras da empresa, forçando a realização de uma profunda mudança no modelo de gestão, além de revisão do posicionamento no mercado e análise das principais competências necessárias para permanecer competitiva.
Com a colaboração dos consultores que trabalhavam na FORMA, que cederam parte dos seus salários para preservar a saúde da empresa, em alguns anos ela já seria considerada uma consultoria diferenciada de qualidade ímpar, pelos seus serviços personalizados, oferecendo maior interação com o cliente.
A empresa
A FORMA atua em Modelagem de dados e Projetos de Banco de dados relacionais. Foi responsável, por exemplo, pela modelagem da área financeira do CITIBANK e da área de comércio exterior do Banco Nacional.
Percebendo que uma utilização efetiva de Banco de Dados projetado dependia muito de uma Modelagem Funcional e um Projeto de Sistemas e Programas bem elaborados, dentro de uma abordagem metodológica, resolveu agregar ao seu quadro alguns consultores com este conhecimento e desenvolveu a primeira versão oficial da sua Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas, voltada para ambiente mainframe, em parceria com a CASAS BAHIA, um de seus clientes na época.
No período de 1991 à 1992, com a abertura de mercado para outras tecnologias, a FORMA investiu na formação de seus consultores em Ambiente de Redes, AS/400 e Orientação a Objeto, sendo que para esta última tecnologia firmou uma parceria com uma empresa norte-americana, especialista no assunto, a PARCPLACE. A partir desta parceria e de um treinamento nos EUA, desenvolveu um protótipo de um Sistema de Plataforma de Agência Bancária, totalmente orientada a objetos. Nesta época, infelizmente, percebeu-se que o mercado brasileiro ainda não estava maduro para o uso dessa tecnologia.
Em 1993, diante das constantes solicitações de seus clientes quanto à priorização de sistemas a serem desenvolvidos, a FORMA resolveu ampliar sua atuação, elaborando a Metodologia de Planejamento Estratégico da Informação, também em parceria com um cliente: a JOHNSON & JOHNSON Produtos Profissionais. A FORMA vem aplicando esta metodologia em diversos clientes, tais como, ZETAX Tecnologia, PIAL.
Questões relevantes:
Você não tinha um plano de negócios quando abriu a empresa. Em algum momento você elaborou um?
“Quando abri a empresa eu não tinha um plano formal de negócio.
Em março de 1996, a empresa passou por uma mudança em sua composição societária. Devido ao afastamento de uma das sócias que me vendeu suas cotas e permaneci à frente da empresa.
Neste momento fomos rever o modelo de gestão em operação, visando a sua adequação à nova realidade da empresa, percebemos que o momento exigia uma revisão bem mais abrangente e profunda. Como base para seu processo de revisão estratégica, a FORMA adotou a abordagem proposta por Michael Treacy para sustentação de liderança de mercado.”
Qual foi o seu momento de maior satisfação?
No final de 96 quando conseguimos superar a crise da separação das sociedade da sociedade, e pude dar uma caneta Mont Blanc para cada funcionário/consultor da empresa.
No ano de 2003 a FORMA patrocinou alguns eventos e participou de alguns congressos, e num destes patrocínios em novembro de 2003 fui procurada por vários Executivos de empresas que me deram depoimentos reconhecendo a FORMA como uma empresa diferenciada. A satisfação de ter um reconhecimento espontâneo de um público que atua na alta escala das empresas foi recompensador.
Que conselhos você daria a uma pessoa que quer se tornar um empreendedor?
“Procure fazer uma coisa que você gosta, não veja o negócio pelo negócio. Tenha paixão por aquilo que faz, seja entusiasmado.
Acompanhe o seu negócio de perto, fique atento como está a empresa financeiramente, como os projetos estão se comportando, seja dedicado à sua empresa.
É necessário reavaliar o seu negócio de tempos em tempos, para poder acompanhar as inovações, e aplicá-las adequadamente na sua empresa.”
Confira também o estudo de caso Um empresário de sucesso na Internet: Paulo Mannheimer, do Elefante.com



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