“Menezes tinha uma filha chamada Júlia que, na próxima semana, faria 6 anos. Na divisão de tarefas com a esposa a respeito da festinha da filha, Menezes ficou responsável pelo bolo.
O pai pediu indicação aos amigos do trabalho e, estes, falaram sobre a confeitaria da esquina. Menezes foi até o local e, ao chegar, encontrou Paulinia.
Paulinia era a caixa do estabelecimento mas ao perceber a aflição de Menezes em conseguir uma confeiteira de bolos, se propôs em fazer o bolo dizendo ser a ‘boleira’ do local. Além do mais, Paulinia iria tirar um dinheirinho por fora, já que a salário de caixa nem era tão bom assim.
Menezes estava feliz por conseguir cumprir sua tarefa. Sua esposa e sua filha ficaram orgulhosas. Paulinia estava muito, muito feliz. Afinal de contas, teria muitas vantagens com esta história.
Chegou o dia o dia de Paulinia fazer o bolo. Entregaria no final do dia. Nunca tinha feito um bolo de festas. Paulinia ainda estava feliz mas, agora, preocupada. Sabia bem como lidar com o caixa da confeitaria, prestar contas mas confeitar um bolo começara a lhe parecer difícil.
Bateu o bolo e ele não cresceu. Fez o glacê mas ficou mole. O recheio de brigadeiro não deu o ponto. O bolo era um desastre. Paulinia não estava mais feliz e de uma excelente profissional no caixa, assim como o bolo, também um desastre. Menezes chegou e o bolo não estava pronto. Era o fim do aniversário, de Menezes e de Paulínia.
Ufa, chegou o dono da confeitaria e ao saber do ocorrido, providenciou um bolo pronto que tinham. Era rosa e confeitado. Menezes e a filha tiveram um excelente aniversário.
Paulínia? Sim, era o fim de Paulínia.”
Oh, minha gente, não digam que sabem fazer coisas que, na verdade, desconhecem.
Que a competitividade e a necessidade financeira exacerbam o bom senso, é verdade. No entanto, é necessário discernimento para que não tenha atitudes que façam de você seu maior inimigo.
Já pensou em situações onde contou com alguém que te deixou na mão? Situações angustiantes.
Se alguém lhe pede algo que não sabe fazer, digno é assumir a deficiência e ir atrás do aprendizado. O esforço na busca de aprender novas competências é muito mais válido do que a mentira em dizer que retém habilidades inexistentes. Até porque o resultado é desastroso e traiçoeiro. Volta-se contra o profissional que tentou levar vantagem, pois se propor a atividades que desconhece resultará em um trabalho medíocre, algo repudiado em uma organização.
E trabalho medíocre gera resultado medíocre que é igual a recompensa medíocre.
É, meu povo, a lealdade a si mesmo é o princípio da ética corporativa. Paulínia não foi leal, em primeiro lugar, a ela mesma. E como cobrar ética corporativa a profissionais assim?
Oscilar entre conquista de resultados medíocres ao esforço de aprender continuamente é decisão sua, meu caro leitor.
Fonte: Ecoach.com



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